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Mundial do Palmeiras na boca de Blatter não tem relevância para a FIFA. Mas, nessa história, a palavra dela importa?


Repercute fortemente a ótima entrevista que Jamil Chade fez com Joseph Blatter.

Nela, há temas tratados bem mais relevantes e importantes do que esse que vou colocar aqui. E só exponho porque sempre achei uma discussão fraca, tola e que eu mesmo já coloquei um ponto final nela.

E isso há anos.

O ex-presidente da FIFA, expulso do futebol após a exposição de escândalos de corrupção que fizeram parte de sua gestão, lembrou que havia validado, em seu mandato, o tão “comentado” título mundial do Palmeiras.

Fato que o novo comandante da entidade mundial, Gianni Infantino, não só rechaçou, como foi jocoso e completamente desrespeitoso.

O atual presidente afirmou que não faria milagres.

Foi jocoso como é a ideia de colocar um super mundial de clubes com 24 equipes ou um mundial de 48 seleções.

Coloco em letras minúsculas não a toa.

A opinião de Blatter hoje não causa influência nenhuma na FIFA, não tem a menor relevância. Isso é fato consumado.

Mas acho igualmente irrelevante a necessidade de reconhecimento u não dela quando o tema é o Mundial de 51.

Será que a história do futebol construída pelos clubes realmente só foi escrita após 1960?

Será que títulos relevantes e históricos  de décadas anteriores ao ano em questão não merecem ter o mesmo peso, apreço e destaque?

Óbvio que não.

É mais uma daquelas discussões que, na mesa de bar, na provocação de torcedores até vale. Vale a brincadeira e só!

Brincadeira sadia de risadas, discussões acaloradas e, em alguns pontos, até uma certa ironia ou tiração de sarro.

Mas acho completamente descabida e desnecessária quando ela passa ao ambiente de redações e discussões jornalísticas. O polemizar pelo polemizar.

Tão fraco e sem fundamentos como um mundial de 48 seleções. Juro que não falo mais disso nesse texto, abrindo espaço para outros capítulos e textos.

Pra que precisamos da chancela da FIFA para sacramentar se um título é ou não Mundial?

Peguem os jornais da época, a festa coletiva tomou conta dos palmeirenses e de grande parte da nação.

O título de 51 era um alívio ao povo que tinha vivido o trágico Maracanazzo.

Era um purificador de almas da época, exorcizando um fantasma que ficava na cabeça do povo. Por isso a festa dos jornais locais e de parte dos brasileiros.

Antes, durante e depois o Mundial. Todos tratando a conquista como a máxima premiação do futebol mundial.

Outros belos e saudosos tempos.

É bobagem desconsiderar o título do Verdão de 51 porque ele não tem o selo FIFA de qualidade.

O Palmeiras é campeão do Mundo, sim!

Assim como também o são Grêmio, Internacional, Santos, São Paulo e Corinthians.

E precisar de um cartório esportivo para autenticar, reconhecer firma e validar é de uma bobagem incrível.

Ou de uma pobreza sem tamanho.

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