ShowRadios.com – O Titês em excesso e a irritabilidade que ela causa

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O Titês em excesso e a irritabilidade que ela causa


No final de semana e nesta manhã de segunda nas redes sociais um tema que havia desaparecido do futebol voltou a tona.

O modo como Tite explica a seleção brasileira e o jogo em si. Algo que já foi comumente chamado como o “Titês”.

E nesta tarde vendo como o programa Seleção do SporTV abordou o assunto, achei interessante trazer para cá o seguinte ponto: até quando essa “nova linguagem” é realmente importante e necessária ao futebol?

Não quero incentivar aqui o termo chulo ou apoiar a pobreza de temas propostos em discussões esportivas, o que quero colocar é como, no futebol dos dias de hoje, o simples parece ter sido colocado próximo ao ignorante.

Como se só soubesse de bola e do jogo, o treinador que sabe utilizar bem essas expressões.

Há alguma décadas nós tivemos o economês, o juridiquês, cujos comentaristas ou autoridades colocavam termos muito particulares para aparentar uma elegância e uma noção de entendimento maior ao tema ao qual eram consultados.

Era bonito um linguajar muito rebuscado, excessivamente técnico e coloquial. Mas que ninguém, assim como hoje, não entendia nada.

Hoje isso já não se encaixa mais. O segredo está na simplicidade de se fazer entendido, transmitir a mensagem de modo que traga compreensão a quem ouve, a quem lê, a quem vê.

Não quero acusar quem o use de ser soberbo ou prepotente, longe disso até.

Mas reitero a pergunta: porque não ser mais simples, ser mais direto?

Alguns termos não poderiam ser repensados e trazidos para fácil compreensão?

“Performar” não poderia ser substituído pela “atuação do time” ou “desempenho”.

“Externos desequilibrantes” por “pontas de qualidade” ou “jogadores diferentes e com qualidade pelas laterais”.

“Terço final” por “na área” ou até “na região da grande área”.

Estes são só exemplos, poderiam substituir quaisquer outras novas expressões por sinônimos que fazem parte do cotidiano.

E não é só Tite que os utiliza, outros treinadores passaram a colocar isso nas coletivas com a aparência de que são mais cultos ou mais inteligentes do que aqueles que estão ouvindo a entrevista.

Como se fossem novos criadores, entendedores da bola e criadores do fogo. E que tudo que vimos e conhecemos até aqui não é mais o mesmo graças a um ou outro novo termo que é colocado.

A linguagem pode e deve ser mais simples. E exemplos bons são os que não faltam, por exemplo no jornalismo.

Joelmir Beting, o jornalista que deixava a economia mais simples com o outro lado da moeda.

Ou Narciso Vernizzi trazendo o tempo e o clima com um fácil entendimento no nosso dia-a-dia.

Ou em várias entrevistas ou matérias jornalísticas onde são procurados advogados e juristas que sabem trazer as terminologias para uma fácil identificação de todos.

Em dias como os atuais saber falar bem, mas com uma oratória de simples compreensão, surpreende.

O futebol tem evoluções que fazem parte de todo o esporte, mas há coisas que cheiram “ares de modernidade” mas que são mais antigas que a criação da roda ou a descoberta do fogo.

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