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É inadmissível o Brasil ver o empate de hoje como um resultado normal


Sonolento, fraco, frio, feio, insosso.

E outras palavras similares e semelhantes para definir a atuação apática da seleção brasileira.

Empate merecido em 1 a 1 no final em um Brasil que teve de tudo, menos cara de seleção brasileira.

Foi duro de ver!

Apelando demais para jogadas de bola parada ou alçadas na área em cruzamento, faltou movimentação e ideias táticas para o Brasil se impor e fazer o que todos esperavam, uma grande vitória diante do limitado Panamá. Nada disso aconteceu, Tite e time começam 2019 bem mal.

O jogo começou e o Brasil era melhor por ter um time superior e jogadores com qualidade elevada, mas somente por isso.

Na bola não mostrava nada até os 25 do 1º Tempo.

A seleção não conseguia ser mais agressivo, dependia muito dos cruzamentos vindos pelas pontas para os homens de frente.

Era pouco. Por enquanto aquele futebol era bem burocrático.

A seleção não usava da criatividade de Paquetá e Coutinho no meio, buscando a qualidade de passe, a jogada individual dos 2 e aproximá-los mais a Firmino e Richarlison.

A Etapa Inicial acabou e a melhor troca de passes e velocidade dos homens de frente poderiam ser a chave para o Brasil sair do 0.

Não foi até o intervalo.

O empate até ali era merecido. Futebol burocrático, sem opções e variações táticas interessantes para furar a defesa panamenha.

O Brasil ia muito mais na individualidade do que no conjunto.

Em que pese o impedimento não dado no gol panamenho, a liberdade que a defesa brasileira ofereceu para o desvio de cabeça de Adolfo Machado é inaceitável. Marcação em linha muito distante do goleiro, aliado a falta de entrosamento e pouca velocidade para cortar a bola alçada.

Individualmente ressalto as boas atuações de Paquetá, Arthur, Alex Telles e Casemiro.

Começou o 2º Tempo e nada mudou.

Faltava agilidade e velocidade na troca de passes e na tentativa de jogadas mais profundas, como triangulação pelas laterais ou rapidez para conseguir infiltrar pelo meio da zaga panamenha.

A seleção usava de de um único, insosso e repetitivo expediente: os cruzamentos na área.

Alguns jogadores do Brasil melhoravam, caso de Richarlison por exemplo, mas seguia triste e apática em campo.

As jogadas individuais seguiam aparecendo mais do que ações coletivas, principalmente no campo de ataque.

E foi assim até o apito derradeiro.

Fim de jogo, fim de uma atuação pavorosa e muito apática.

1 a 1 é pouco, principalmente contra um adversário como o Panamá. É inaceitável ver o empate de hoje como um resultado normal ou natural contra o Panamá.

O Brasil deveria dominar, pressionar e jogar em cima do adversário desde o primeiro até o último instante, não foi o que aconteceu.

Um futebol de casados e solteiros teria sido melhor de assistir do que ver uma seleção que, para chegar ao morno, precisava ficar muito tempo no fogão.

A seleção foi fria e sem graça, como aquelas piadas que abrem uma roda e afastam as pessoas do salão. O pior são os jogadores acharem que isto é normal ou aparecerem com um discurso blasé de que faz parte, a seleção tentou, buscou atacar após o intervalo…

Todas aquelas frases prontas que nos dão sono. Sono semelhante ao futebol que o Brasil apresentou hoje.

O que fica de bom neste amistoso é o Panamá.

A vibração dos jogadores quando sentiam que o empate era possível e, após o apito final, a comemoração efusiva e merecida com o 1 a 1.

Sem dúvidas, um dos maiores e melhores resultados da história deste país da América Central.

Para eles. Para nós, mais uma vergonha.

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