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O que querem os retrógrados da bola?


Acho estranho profissionais que criticam treinadores defensivos mas, ao mesmo tempo, torcem o nariz quando surgem técnicos que buscam resgatar a ofensividade ou trazer novas idéias.

O que querem estes então? Só trazer o problema sem apresentar uma alternativa ou solução?

O futebol, assim como tudo na vida, carece de inovações e, principalmente neste esporte, tudo parece de uns bons anos para cá, caminhar para trás.

Aquel estilo de jogo que assistíamos nas encantadoras décadas de 70 até o início dos anos 2000 passa, cada vez mais, a dar espaço a um futebol cada vez mais defensivo, chato, retranqueiro. Sempre no conceito do mais conveniente, afinal de contas é muito mais fácil jogar atrás e se defender do que buscar alternativas e opções válidas para atacar. Dá trabalho demais ser ofensivo.

A partir daí, não tem jeito, após uma longa lacuna de falta de propostas feitas para o ataque promovidas por grande parte dos treinadores brasileiros, é preciso que se inicie um trabalho para resgatar, mesmo que com resultados sendo exibidos a médio e longo prazo, o amor do jogo brasileiro.

Aquele jogo ofensivo, inteligente, alegre, que encantou Guardiola e sua escola que assistia futebol nesse tempo. E vejo que, neste momento, dá para arriscarmos o resgate deste jeito, desta forma, aliada a táticas objetivas e ofensivas.

“O amor pelo balón”, como pede tanto Sampaoli a seus comandados.

É válido colocar em cheque esse estilo retrógrado e defensivo ao qual o futebol brasileiro, como uma doença, foi duramente contaminado. Mas também temos de pensar, refletir e analisar e tentarmos trazer a cura, mesmo que ela não seja uma receita certeira e pronta, como uma receita de bolo ou como uma fórmula matemática.

Carille querer alternativas para o Corinthians não ser o mesmo de 2017, acho interessante. Até porque mostra que o treinador vê, que com o elenco que possui, mostrar novas situações e oportunidades para o time e o elenco nesta longa temporada.

Do mesmo jeito que gosto de ver Alberto Valentim optando por marcar pressionando a saída de bola, Fernando Diniz revendo pensamentos mas querendo manter a ideia central do jogo que lhe pertence e Jorge Sampaoli buscando incessantemente o gol, time rápido, ofensivo, que sempre caminha para chegar, com muita qualidade, ao ataque e a meta adversária.

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