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P.S.: peço desculpas a Renato Gaúcho


Há dois grandes erros que cometi de julgamento quanto a contratações de treinadores.

A primeira foi a de Tite, em 2010, quando ele veio para comandar o Corinthians, torci o nariz e me dei mal. Tive de torcer o que imaginava sobre futebol e, com todos os méritos necessários, aplaudir o atual treinador da seleção brasileira.

Ano passado, pela segunda vez, não fiz boa cara quando vi o nome que iria comandar o Grêmio para a temporada 16/17, Renato Gaúcho. Mais uma vez para a alegria do futebol e para calar a minha boca, estava terrivelmente errado.

Renato Gaúcho, me desculpe, torci o nariz quando você foi chamado para dirigir o tricolor imortal.

Meses se passaram, o futebol era maravilhoso e você ia mostrando todo o belo trabalho. Mais do que isso, exibindo o trabalho de um grande treinador. Fez do Grêmio um time que encheu os olhos daqueles que, como eu, gostam de ver times que jogam muita bola! E como joga bola esse time do Grêmio.

Sem a grana dos novos milionários ou dos endividados do futebol, você acreditou em jogadores que eram desprezados por outros grandes. Não só os trouxe como acreditou neles e fizeram jogar bola nesse time que, como uma máquina quase perfeita, tinha todas as peças, cada parte da engrenagem, do motor e de todo o restante, funcionando com perfeição.

Renato Gaúcho, você agora é o único brasileiro campeão da Libertadores como jogador e treinador, fantástico feito e merecido. Digno de aplausos.

Agora você merece mais do que um busto, merece um abraço do tamanho da América do Sul de toda a torcida gremista. E mais, de todos aqueles que jogam bola.

Show no comando do time, show nas entrevistas, show até em uma espécie de personagem que ele constrói em coletivas.

Construiu um tri justo da Libertadores, um título de Copa do Brasil e que só poderia terminar com aquela imagem Renato.

O Gaúcho regendo, como se fosse um maestro, a orquestra apaixonada da torcida do Grêmio em La Fortaleza!

Mais uma daquelas decisões que lembrar roteiro de filme e, mais uma vez, um final feliz. E um dos grandes mocinhos, por menos mocinho que possa parecer, foi você Renato.

Parabéns Portaluppi!

Mais do que calar a minha boca, você fez abrir um sorriso no rosto de um cara que gosta de futebol bem jogado, de time que joga bola. E isso você fez e bem!

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