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De quarta força, a principal do Paulistão e Brasileirão. Parabéns Corinthians, heptacampeão brasileiro


O ano tinha tudo para ser pavoroso, mas parece que o corintiano já está acostumado com isso.

Não era favorito em 90, em 2015 e, esse ano, não poderia ser diferente. Mas diferente dos outros dois, ele não era a quarta força.

Quarta força do Corinthians que foi… mineirinho… comendo pelas beiradas.

De uma credulidade que só o mais fanático alvinegro teria.

E que o mais realista jamais sonharia.

Abraçou o Paulistão. Jogando futebol regular, eficiente e tático.

Futebol que, se para mim mais parece da área de humanas, no Corinthians quase foi ciência exata, tamanha frieza nos cálculos e eficiência nos jogos.

Do Brasileiro, que teve um primeiro turno fora de série.

De planeta, de propósito, de imaginação.

Dada a alta eficiência do time, que parecia ser invencível. Dos 12 primeiros jogos do segundo turno, que também pareciam inacreditáveis e incrédulos.

Do início ao fim. Do “pintou o campeão” ao “não vai dar” do Palmeiras… Do está muito perto até o chegou a hora.

Mas o corintiano não desiste nunca. Acredita na última bola, na última jogada, no último tempo, no último segundo.

Não daria mais… Pois passou a dar.

Após o clássico, que alegrou milhares na Arena, milhões no mundo e aos milhões de beijos que mandei ao céu, no primeiro clássico que não tenho você aqui comigo.

Tio, das lágrimas que caíram ao me despedir de você.

Das mesmas lágrimas de agradecimento em saber que, daí de cima, você mexia os pauzinhos do plano superior para que tudo desse certo. E deu!

Como diria o amigo verde Mauro Beting, das mesmas lágrimas que molham o teclado de alguém que escreve isso, eu não vou contar quem fui.

A alta tecnologia, com lives, interações, participações e What’s App não conseguem me aproximar fisicamente de ti. Mas há outras coisas, tão altas ou eficientes como a própria tecnologia, que me fazem, como agora, ficar mais perto de você.

Tio, obrigado por me ensinar o que é amar minha tia, minha família, meus amigos, meus colegas de profissão. A ter um amor 28 vezes do tamanho de São Paulo, 7 vezes do tamanho do Brasil, 1 do tamanho da América e um amor que abraço o mundo duas vezes.

E que é claro, por causa desse amor me fez amar o futebol o jornalismo, a narração. Me fez aprender a amar os adversários.

Adversários, não rivais. Na rivalidade existente no amarelo versus vermelho. Do ódio das refeições e relações “coxinhas e mortadelas”. Da pastelaria de emoções que envolve futebol, política, redes sociais e ao qual não faço parte.

Mas é hora de falar de festa.

Alguém já me diz algo, me tirando um baita sarro lá de cima.

“Corintiano nunca desiste, com o Corinthians tem de acreditar até o último segundo”.

“Ok tio”, mudo o que disse.

Escrevi esse texto já desde o jogo contra o Avaí.

A quarta força que começou 2017 é a principal força do Paulistão e do Brasileirão.

Parabéns Corinthians, parabéns Fiel Torcedor.

O maior campeão dá década, o maior campeão do século. Corinthians, com todas as honras, Heptacampeão brasileiro.

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