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2 a 2 justo no Pacaembu. Calma tricolor, Libertadores só com possível G9


Jogo bem disputado no Pacaembu, de um primeiro tempo em que São Paulo foi pouco superior a Chapecoense, mas não conseguiu converteu isso em gol.

Daí, em bola primorosa de Reinaldo, Wellington Paulista fez o único gol dos 45 iniciais, 1 a 0 Chape. A marcação da Chapecoense na primeira parte foi boa e, na única jogada de perigo mais efetivo do time catarinense, a defesa do São Paulo vacilou, comeu bola e sofreu o gol.

O placar era injusto. Lógico que ainda teríamos o segundo tempo  todo e o São Paulo poderia até virar, tinha time para isso.

Na pastelaria de emoções que vive o futebol e o jornalismo por mais que vários queiram, eu ainda não vejo o São Paulo em briga clara por vaga na Pré Libertadores. Longe disso até…

Mas, voltemos ao jogo. Começa o segundo tempo. São Paulo precisava ser mais agressivo, mais efetivo no ataque para incomodar a Chapecoense e buscar a virada de jogo no Pacaembu.

Tinha time, bola e tempo tem o bastante para fazer isso. E até buscou isso no início. São Paulo pressionou, foi pra cima da Chapecoense, mas tinha de manter esse pique e ritmo fortes para chegar ao gol e não vacilar lá atrás.

A Chape não conseguia sair, ficava presa na defesa e mostrava muitas dificuldades para partir pro ataque. Parecia que o empate seria questão de tempo. Parecia.

Primeiro contra golpe rápido da Chapecoense em todo o segundo tempo, pênalti marcado a seu favor. Apodi claramente derrubado por Marcos Guilherme, penal justo. Reinaldo, soltando uma bomba, bateu muito bem, sem a mínima chance para Sidão e o time catarinense ampliou no Pacaembu, 2 a 0.

Chape suportou a pressão inicial do São Paulo e chega aos 2 a 0. Tricolor tinha começado a colocar pressão, mas não abriu o placar, aí deu no que deu.

Tricolor tinha tudo para sentir o baque e morrer no jogo, não foi o que aconteceu. São Paulo foi guerreiro e na raça e na luta arregaçou as mangas e foi para a partida. E diminuiu, 2 a 1 com Hernanes, o guerreiro tricolor, dividindo com o goleiro da Chape, Jandrei falhando toscamente e deixa a bola sobrar para Gilberto descontar.

Se o São Paulo acertasse a marcação lá atrás e mantivesse a pressão, iria buscar o empate no Pacaembu. E, na base do sufoco, da pressão, da superação, o São Paulo conseguiu. Arboleda, em jogada de bola parada, desviou e deixou tudo igual no Pacaembu.

Os 2 a 2 agora eram o mais justo, pelo que tricolor e Chapecoense apresentavam. Mas o São Paulo tem até time para virar, dá pra buscar. E até tentou, mas não deu.

Bom resultado diante da adversidade que se apresentou no jogo ao São Paulo. No lance mais polêmico, no meu ver reitero, Jandrei solta a bola na dividida com Hernanes e ela sobra para o atacante do tricolor marcar.

No fim, partida eletrizante entre São Paulo e Chapecoense e empate em 2 a 2 refletindo a realidade do jogo. Chape não foi efetiva, mas decisivo nas chegadas perigosas ao ataque e fez os 2 a 0. Tricolor, na base da força e da pressão, lutou e buscou o ataque, principalmente no 2º tempo, mereceu chegar ao empate.

O São Paulo não cairia, já falava isso há meses, mas cravar que o tricolor terá chances de chegar a Pré Libertadores é, no mínimo, zombar com o torcedor. Pelo menos agora.

Calma, muita calma, o time mal saiu da briga pelo Z4 e precisa ver duas coisas importantes antes de tentar tornar esse sonho mais perto do real:

1º, tem de saber se será G7, G9… Ver se Flamengo e Grêmio conquistarão os títulos.

2º, o São Paulo tem de jogar bola para mostrar que briga por Libertadores.

 

Futebol do São Paulo me mostra, até agora, que não iria cair mesmo. Aliás, isso já era evidente, Z4 era maluquice para o que o São Paulo apresenta no segundo turno do Brasileirão, mas não para começar a iludir o torcedor com uma Pré Libertadores. O que é exibido pelo tricolor durante todo o campeonato é para ficar na metade da tabela.

O ano tricolor é para ser esquecido, ignorado, pensar em 2018 é mais do que obrigação. Já esta na metade da tabela e está bom demais. Tem de pensar que pode perder jogadores na virada do ano e como poderá repor a altura. Hernanes caiu no colo da diretoria, assim como Muricy em 2013, mas não é em todo ano que aparecem oportunidades como essa. Tem anos que o futebol é traiçoeiro.

11ª colocação é para se agradecer de joelhos, por tudo que aparentava ser o ano são paulino. Pré Liberta é uma outra história, outro caminho… E bem longo e difícil! Time que quer sonhar com isso, não pode tomar 2 a 0 em casa e sempre, quando precisa, ter de partir sempre para o coração, superação e a luta.

Para o São Paulo não falta raça, isso fica nítido. Mas nem só de raça, mas sim de técnica, um time pode tentar alçar e sonhar com vôos mais altos.

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