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“Internet não é ameaça para o rádio FM/AM”, ressalta vice da iHeartMedia


Matéria divulgada pelo TudoRadio em seu portal, o link da fonte está colocado abaixo.

O 27º Congresso Brasileiro da Radiodifusão, encerrado ontem (7) em Brasília, contou com um painel que procurou acalmar um suposto temor da radiodifusão atual: a internet. Andrew Jeffries, vice-presidente de programação da iHeartMedia, mostrou através de exemplos práticos como as ferramentas on-line podem ajudar no crescimento de uma rádio “terrestre” (FM/AM). Na apresentação de Jeffries foi possível constatar que o on-line não “roubou” audiência do rádio, mas ajudou a criar uma nova forma de acesso ao conteúdo das emissoras, além de também auxiliar na ampliação dos números da audiência no FM/AM. Nos últimos dez anos o rádio norte-americano viu crescimento em seu universo nas duas modalidades: off-line e on-line.

Andrew achou estranho que no Brasil exista como pauta a dúvida “se a internet vai substituir o rádio FM/AM”. Para ele o mundo on-line é mais uma forma da audiência ter acesso ao conteúdo de uma determinada emissora. E os números mostram isso: o rádio norte-americano viu um crescimento de 15 milhões de novos ouvintes no off-line (via ondas terrestres), ou seja, a presença do on-line não “rouba” a audiência da transmissão via FM ou AM. E mais: criou um novo universo de ouvintes/consumidores através do on-line, onde o rádio norte-americano obteve um avanço de 99 milhões de ouvintes nesses mesmos dez anos. Em resumo: o rádio dos Estados Unidos não só ampliou sua audiência nas faixas via FM/AM, como também passou a contar com uma nova forma de agregar ouvintes ao seu conteúdo.

“É uma maneira diferente de lidar com o público e não é preciso gastar muito para ganhar um relacionamento interativo com o ouvinte”, destaca Andrew Jeffries, que também é responsável pela programação musical de uma das maiores audiências de Los Angeles: a MYFM 104.3. Apesar do IHeart Media ser um grupo de mídia que tem um porte impressionante (são 850 rádios em território norte-americano), Andrew lembrou que a cartilha de atuação adotada pelo grupo é a mesma que deve ser adotada por uma rádio pequena: cuidados com programação musical, equipe de locutores, conteúdo na grade, ações promocionais, eventos, campanhas onde o público da rádio está presente, atuação em redes sociais, presença no mobile (celulares, tablets, entre outros), sempre buscando um engajamento maior do público em relação à rádio. Jeffries afirma que é importante que qualquer rádio esteja disponível na maior quantidade possível de plataformas.

Quando questionado sobre o faturamento das rádios nos Estados Unidos, Jeffries lembrou que a internet é também uma nova forma de negócio, mas a grande rentabilidade do meio vem do “offline”. Também garantiu aos visitantes que o rádio norte-americano conta com intervalos comerciais, assim como no Brasil. E no final, “cutucou” o modelo de rádio adulto-contemporâneo incorporado em nosso país, levando em consideração que a MYFM é uma emissora “estilo adulto-contemporâneo”, mas que executa uma programação musical variada baseada principalmente em hits atuais do Pop internacional.

O painel também contou com a medição de Cláudio Humberto e a participação de Henrique do Valle (ReelWorld)

 

iHeartMedia – Trata-se de um grupo de mídia composto por 850 rádios nos Estados Unidos, dentro da alça da Clear Channel. É a maior audiência do rádio norte-americano, atingindo mais de 200 milhões de ouvintes todos os meses. Conta com uma série de emissoras de diferentes segmentos e também em diferentes regiões do país (como a Kiis FM 102.7 de Los Angeles, Z100 FM 100.3 de Nova York, Lite FM 106.7 de Nova York, Kiss FM 104.3 de Chicago, entre outras). Também é responsável por uma série de eventos de grande porte que carregam a sua marca.

Seu aplicativo conta com mais registros de usuários Nos Estados Unidos do que as aplicações do Facebook, Google, entre outras.

Fonte: TudoRadio

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