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EDITORIAL PAINEL: webrádios esportivas precisam repensar e se reinventar, URGENTEMENTE!


Os números gerais apresentados pelo Painel da Webrádio vem mostrando o decréscimo na audiência das webs esportivas no Brasil.

Após o final de grandes webrádios, que levavam além de ótimo conteúdo, jornalistas envolvidos e conhecedores do esporte, as novas webs não conseguiram manter o fôlego ou captar essa audiência que estava perdida na nuvem ampla que é a internet.

As novas webs esportivas que surgem não conseguem se manter por muito tempo. Claro que ainda existem raras exceções que já estão a mais de 2, 3 anos no ar ou até com maior tempo de vida, mas a realidade é que no geral, o número de webrádios do segmento de esportes que vem e vão como uma passagem de cometa é impressionante.

As poucas que estão a longo tempo não conseguem decolar no quesito audiência. Os motivos podem ser os mais diversos, mas o principal é a falta de um investimento forte no meio para criar uma programação e obter profissionais fortes no meio.

É claramente entendível que os investimentos das webs não conseguem ser grandes, mas a realidade é que é possível que consigam números mais atraentes se começarem a aproveitar as ferramentas gratuitas oferecidas na internet, divulgação ampliada nas redes sociais já seria um grande começo.

A audiência das webs nas transmissões aumenta em relação aos demais horários, mas ainda é muito aquém, muitas delas não conseguem chegar nem a casa das dezenas de webouvintes nas transmissões. É preciso criar opções boas e fidelizar os poucos, para que eles recomendem e, assim criar uma “corrente do bem” da audiência.

Outro fato que também deu, digamos, uma “queimada” nas webs esportivas em relação ao meio no geral em todo o Brasil, foi o fato de muitas delas optarem pela clandestinidade em transmissões cujos direitos são atrelados, com exclusividade, a outros canais de comunicação. Basta observar a audiência dessas webs que transmitem sem direitos em relação as tradicionais, a goleada é acachapante, muito maior do que o 7 a 1 que levamos da Alemanha.

O crescimento das webrádios ligadas a clubes mostra que novas apostas devem e podem ser feitas pelas webs esportivas que tem um acompanhamento mais amplo, ao visitar e conferir os números de webs ligadas a clubes ou a torcidas, tenho a idéia de que ainha há possibilidade de reinvenções nas demais webrádios jornalísticas.

Ampliar o foco para outras áreas do jornalismo na programação ou até o investimento e a confiança de apostar em outros esportes também poderiam ser importantes alternativas. Fórmulas bem utilizadas e colocadas na Europa, Estados Unidos e Brasil podem ser um grande patamar inicial para essa necessária e urgente reestruturação.

Sempre acompanho e observo os números impressionantes de audiência das webrádios clubistas, que beiram os 600 webouvintes ligados por minuto e mostram que o meio tem mais vantagens do que problemas. É preciso haver uma reinvenção do meio, fusões, conexões, troca melhor de experiência e ideias podem fazer com que esse meio, que sempre foi um importante laboratório para grandes profissionais, principalmente na última década, volte a ganhar força e a tradição que possuía a cerca de 5, 6 anos atrás.

Ou começa a ser repensado estrutura artística, de programação e qualidade na cobertura e transmissão esportiva ou então as webrádios esportivas continuaram levando diários 7 a 1.

Gol da Alemanha!

*Ivan Bruno é jornalista e CEO do Painel da Webrádio, desde a sua fundação. Atualmente atualiza o conteúdo do portal e também é narrador do BandSports, Band e Rádio Bradesco Esportes FM

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