O portal de radios online de todo o mundo

.

Cleyton Santos: pelo fim das “pataquadas” das webrádios


Ontem, o Painel da Webrádio trouxe o desabafo do profissional de webrádio Rodrigo Vilela, um dos responsáveis pela Rádio Show de Bola, publicou um desabafo nas redes sociais, ao qual foi autorizado pelo mesmo a publicação nesse portal.

Além dele, outros profissionais entendem o que o portal está divulgando nessa série de matérias sobre direitos de transmissão e manifestando o apoio a nossa redação.

Dessa vez trouxemos o texto de Cleyton Santos, jornalista com experiência de três anos de webrádios e passagens por grandes portais de comunicação do país.

No artigo ele destaca a coragem e ousadia que algumas webrádios tiveram de checar junto com as entidades e autoridades responsáveis para a transmissão de determinados campeonatos e competições esportivas.

O Painel da Webrádio apoia a opinião do jornalista e também um dos profissionais que trazem a credibilidade do meio webrádio. Leia o artigo abaixo:

PARA TODAS AS PATAQUADAS DE TRANSMISSÕES EM WEB RÁDIO

Ok, vamos começar um assunto que eu acho chato pra caramba, mas deveras necessário: As transmissões de web rádio.

Antes, eu cito minha história em web rádio, antes que achem que fiz pouca coisa: Comecei em 2011, na web rádio Futebol Clube, coordenada por Anderson Cheni e Ivo Morganti, que teve em sua equipe, praticamente a equipe de esportes da Rádio Capital (que fora extinta em 2013, com a chegada da Rádio ESPN), mais outros jornalistas do calibre de André Costa, Gui Pallesi (Bradesco Esportes) e Vanessa Gonçalves (editora do Imprensa).

Depois, fiz parte da FutebolPlus, onde trabalhei com Eduardo Costa (Rádio Pelotense), Filipe Papini (criador da Doentes por Futebol) e Gabriel Pazini (SuperFC – Portal O Tempo-BH). Só fui para a Premium Esportes em maio de 2012 e, a posteriori, dois dias após meu desligamento do UOL, e depois fiquei na Premium até outubro de 2013 e para onde retornei recentemente. Logo, minha história não é nada pequena.

Vamos aos fatos: Em tempos de discussões sobre direitos de transmissão, o Painel do Webradio vem se mostrando cada mais versátil no que diz respeito a busca de informações sobre transmissões de eventos nacionais e internacionais.

Existe um rastro de sinceridade nesse quesito: Todas as web rádios já erraram, ao menos, uma vez. Mas poucas permanecem errando. Estas, acabam sendo orgulhosas demais para não ver seus erros e, em troca disso, preferem o ataque, seja por meios pessoais (blogs, por exemplo) até mesmo virtuais.

Atacar o veículo propriamente dito e, posteriormente, enviar notícias de transmissões, não é digamos um método ‘duas caras’ por assim dizer? Entendo que sim. O veículo faz o papel de divulgador, quem erra é a pessoa que manda, certo?

Pois bem, isto é apenas para começar. Vamos colocar alguns fatos: O web rádio é tratado como uma PIADA. Essa é a dura realidade. E a culpa não é necessariamente de todos. É de alguns que se sentem no direito de burlar regras, subir e se sentirem como autoridades, senhores da verdade.

Fazem o que bem entendem, de forma amadora as transmissões, se achando no direito e ofendendo a quem não concorda. “Não concorda comigo? Vai se ferrar! Eu faço mesmo, problema de vocês!” (Ainda estou sendo educado). É quase uma decisão arbitrária, uma ofensa. Remete 64.

O web radio NUNCA SERÁ RESPEITADO enquanto houverem arbitrariedades que nem essa. Recentemente, o ex-veículo de Comunicação onde trabalhei, o UOL, juntamente com o Terra, foram proibidos de repassar as informações sobre o Big Brother, por parte da detentora e dona da marca, a TV Globo.

Será que não é a mesma coisa, em relação a transmissões esportivas? Poucos veículos transmitem campeonatos internacionais, devido a negociações que teriam que ser realizadas com o detentor dos direitos de comunicação. (Confira quem é detentor do quê nesse link, do Trivela – por sinal, outro lugar onde escrevi)

Se uma web radio busca ser grande, não é fazendo esse tipo de ato, pois isto só denigre o meio. Busquem eventos em que a cobertura de eventos seja autorizada. Como diria Paulo Bonfá, coordenador do Risadaria: “Tire a bunda do sofá” e vá cobrir eventos que sejam possíveis.

Vou até citar um evento que estava ali, de bobeira, mas que teve cobertura. A Premium, em rede com a RNN, em 2012 foi, juntamente com o Terra, os três únicos veículos a transmitirem ao vivo e inloco a final da Copa Kaiser, que foi realizada no Pacaembu, com um público de 20 mil pessoas. A final de um torneio amador (ou várzea), onde o veículo correu atrás e fez a cobertura da final. Por um simples motivo: Era possível fazer a transmissão.

Além disso, para os que ofendem a várzea sem sequer ter conhecimento (Tenho 25 anos de várzea; nasci lá dentro e acho sempre uma afronta quando tentam menosprezar a várzea) do que se passa lá. É mais profissional do que muita gente de web radio acha, e fica literalmente, ‘cagando regra’.

Cito outro exemplo de reconhecimento: A Premium transmitiu em 2013, o Brasileirão Feminino Caixa COM EXCLUSIVIDADE para o web rádio. Isso sim, é correr atrás de informações para cobrir eventos. É bater na porta de assessoria, de chegar na frente de detentores e falar: “É possível cobrir este evento?”

Falta um pouco disso para as web radios, principalmente para as que acham que peitar Deus e o mundo, serve pra alguma coisa. Pra essas (e digo isso nem tanto para os profissionais – ou futuros profissionais – que lá estão, mas PRINCIPALMENTE PARA OS SEUS GESTORES), só desejo meu mais sincero ‘Boa Sorte’. Vão precisar, e muito.

Ah, e para completar, sou graduado em Jornalismo, com especialização em Jornalismo Esportivo, com passagens em diversos veículos (seja web radio ou internet), além de ter recentemente uma reportagem assinada em uma das maiores revistas do País. Isso fora cobrir em duas oportunidades a F-Indy e uma vez o FIA WEC, além de trabalhar na cobertura dos Jogos Olímpicos de Londres pelo maior portal do País. Falta arroz e feijão pra me alcançar. Boa Sorte.

(A foto que eu destaco é após a transmissão da final da Copa Kaiser 2012, onde estive no Pacaembu cobrindo pela Premium Esportes aquele que é considerado como o jogo de futebol amador com maior público do País – existem dúvidas sobre estes dados, pois dizem que houveram 45 mil pessoas no Vivaldão, em Manaus, mas não existem comprovantes em relação a esta estatística. Na imagem estão Guto Monte Ablas, meu pai e eu. Foto: Binho Santos).

Reviews

  • Total Score 0%
User rating: 0.00% ( 0
votes )



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *