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EDITORIAL: Carta aberta as webrádios profissionais


Mais uma vez o episódio dos direitos de transmissão é colocado a tona pelo Painel da Webrádio. E quem assina essa postagem não é nenhum colaborador do portal e sim o diretor do site, Ivan Bruno da Silva Souza.

O assunto volta a pauta na verificação e apoio a webs que fazem um serviço completamente profissional e que querem alçar vôos maiores e melhores. Primeiramente vamos definir o que é amador e profissional.

Segundo o Priberam, amador é: o que, por gosto e não por profissão, exerce qualquer ofício ou arte.

Ainda de acordo com o dicionário, o significado de profissional é: 1. Pessoa que faz uma coisa por ofício (ex.: profissionais do futebol). ≠ AMADOR, 2. Que se relaciona com uma dada profissão (ex.: sindicato profissional, ensino profissional). 3. Que ou quem revela profissionalismo. ≠ ANTIPROFISSIONAL

Definido isso, de acordo com o claro significado do Priberam, entende-se que se você faz algo amador, você faz para um grupo restrito, sem interesses comerciais, financeiros ou publicitários. Então, se faço algo amador, não preciso ter um CNPJ, não preciso ter uma parceria comercial ou algo do tipo, porque na concepção da palavra, faço por diversão, para brincar, me divertir ou mostrar para pessoas próximas (amigos, familiares, etc.) e não para obter retornos financeiros com isso, se começo a ter lucros, começo a atuar como profissional.

Já o profissional não, ele sabe que tem responsabilidades, por ser algo com objetivos maiores ele vê que tem de respeitar os profissionais, a ética, o mercado, o comércio, as empresas concorrentes, etc. Até por isso você sabe que, se aquilo é, de direito, pertencente a uma empresa, você irá respeitar e buscar outros nichos e vertentes de mercado.

Porém algo nos chama atenção, se amador é algo que é feito por diversão, porque  se divulga e vende conteúdo financeiro? O assunto aí já é profissional e tem de entrar numa esfera de direitos e responsabilidades de qualquer empresário ou empresa.

Mas essa nossa postagem é voltada aos profissionais. Após a última publicação sobre direitos de transmissão, recebi o apoio e a manifestação de vários amigos, profissionais de webrádios sérias e aptas a querer desenvolver um ótimo trabalho. Eles queriam se encontrar, acertar as diretrizes para que as webs esportivas fossem mais respeitadas e para que se dividisse o joio do trigo.

Na última sexta entrevistei também um grande profissional com larga experiência em emissoras e webrádios, com o qual o pensamento vai exatamente concordante ao nosso: “criar webrádio para fora do quintal de casa, significa que você quer retorno, algo profissional ou semelhante ao mesmo”. Ele criou com alguns companheiros de web um grupo em que discute atitudes éticas e profissionais para todas as webrádios desse mesmo segmento.

Nessa linha do profissionalismo e da união em prol do fortalecimento do meio, também podemos citar a atitude louvável da Liga Nacional de Webrádios, com clubes que ostentam o nome de grandes agremiações e a Liga das Rádios de São Paulo que, com ideia do Tutinha da Jovem Pan, decidiram se unir para exigir melhorias e um reconhecimento melhor, mais justo e significativo, do meio publicitário.

Então, depois de muito receber mensagens nas minhas redes sociais decidi aceitar e colocar o Painel da Webrádio como participante e completamente a favor da criação de uma associação, grupo de trabalho ou de discussão para que, junto as entidades competentes, nos unamos e possamos garantir uma maior credibilidade e respeito do mercado profissional e publicitário.

Nos próximos dias vou sentar e conversar com alguns profissionais e amigos, diretores de webrádios profissionais e sérias, que querem desenvolver um trabalho jornalístico competente e respeitando os direitos, os deveres e a obrigação do nosso meio.

A partir de hoje, o Painel da Webrádio irá se aliar e quer fazer parte dessas instituições, associações e grupos demonstrando que muitas querem seriedade e credibilidade. Mas não queremos só a esfera esportiva, queremos as jornalísticas, jovens, adultas e populares unidas nessa causa de montar trabalhos profissionais, unindo e não dividindo as webs que são coesas, respeitando o mercado e suas co-irmãs, dos mais diversos segmentos (Rádio, TV e Internet).

Que as webrádios mostram cada vez mais, nas conversas que tive com seus respectivos diretores, que não querem só porque são “amadoras”, transmitir um som de um show cujos direitos pertençam a outra web, outra empresa; colocar um som exclusivo que pertence a uma outra empresa ou transmitir competições com as quais os direitos pertencem, com exclusividade, a webrádio, emissora, canais de TV, grupos de comunicação, etc.
Às webrádios profissionais e sérias, vamos nos unir, formar grupos, associações, discutir idéias e o lado ético e profissional. Até para discutir com entidades grandes do estado, do país, sejam elas esportivas, jornalísticas, musicais, etc.
O Painel da Webrádio não só aplaude de pé as novas atitudes que acontecerem como também irá acompanhar e também auxiliar na experiência e compartilhamento de ideias.
No que precisar do portal, a partir de hoje, podem contar ainda mais conosco.
Ivan Bruno é diretor do Painel da Webrádio, portal que há dois anos e meio fala do Brasil e da America Latina. É jornalista formado que atua com webemissoras há 10 anos e trabalha em rádios há 06. Atuou em webs como a Teen Webrádio, Top Webrádio e emissoras como Rede Super Sucesso de Rádio e Rádio Bradesco Esportes FM.

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