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Entrevista com Edu Cesar: criador do site Papo de Bola


O Painel da Webrádio conversa com especialistas em rádio e em mídia, para destacar a análise para o meio web.

Nessa terça foi a vez de Edu Cesar, idealizador do site Papo de Bola.

Hoje, o Papo de Bola é uma grande referência ao segmento esportivo, nas mais diversas mídias.

Leia abaixo a entrevista de Edu Cesar com o diretor Ivan Bruno:

 

1º – Edu Cesar, conte um pouco da sua carreira como importante profissional de mídia.

Bom, obrigado pelo “importante”, exagero completamente descabido… (risos) Não chego a ter uma “carreira” a pleno, apenas mesmo a edição do PB ao longo destes 10 anos de existência e algumas colaborações variadas. Escrevi para o site NaTelinha, participei de um jornal impresso paulista chamado A Bola (só o nome era igual à famosa publicação portuguesa), editei em 2010 o site Cadeira Cativa e por mais de um ano apresentei um programa na webrádio Voz do Futebol, por convite do Luiz Fabiano Marinho e do Ricardo Taves, que era veiculado semanalmente e que foi uma das coisas que mais me alegrou fazer neste tempo todo e da qual sinto saudade.
2º – O Papo de Bola, site ao qual você gerencia, sempre tem notícias e conteúdos ligados as mídias esportivas. De onde surgiu a idéia de criar o site Papo de Bola?

Acaso completo. Sempre gostei de futebol e esportes, que acompanho desde 1990. Além disso, sempre gostei também do rádio e da televisão esportivos. Eu batia papo em salas de encontro de internautas nos fins de semana em 2002 e eles achavam que o que eu dizia valeria a pena ser colocado numa página. Então, em 2 de junho de 2003 criei o Papo de Bola – o Site, que fala tanto do dia-a-dia do futebol e das coisas dos esportes como também da imprensa esportiva e de outros assuntos sem relação com os esportes, como jornalismo geral na TV e no rádio, artes variadas, música, enfim. Até hoje não consigo dimensionar a repercussão que ele atingiu, basicamente feita pela divulgação que eu fiz bastante lá atrás para muita gente e, depois disso, pelo boca-a-boca do pessoal.
3º – Você consegue alguns furos de reportagem que, dias depois, o mercado fica sabendo, o trabalho diário é bastante árduo?

Dá pra dizer que sim. Para publicar duas colunas de segunda a domingo, eu fico em torno de 10 horas aqui na Internet todos os dias. Visito em torno de 30 sites que me servem como fontes básicas, olho muito o Twitter e o Facebook por pescar deles algumas boas dicas, vejo muita TV, ouço bastante rádio, mas os “furos de reportagem” eu costumo saber por aviso de bons amigos ou “entidades incertas e não sabidas”, que é como chamo as fontes que me abastecem seguidamente de informações muito importantes. Consideração da parte deles para comigo é o que define isso.
4º – Sabemos que alguns canais ou grupos de comunicação tem direitos de transmissão atrelados a determinadas competições (Band e ESPN com competições da UEFA, Globo com a Copa do Mundo, etc.). Algumas perguntas chegam ao nosso portal se existem direitos de transmissão sobre competições nacionais de outros países (Espanhol, Italiano, Inglês, etc.). Existe alguma restrição ligada a direitos para esses campeonatos?

Do que acompanho e sei, apenas os detentores é que podem mesmo usar destes direitos, assim como quem sublicenciar deles os mesmos. Um exemplo bem claro da televisão: embora a Bandeirantes fosse uma detentora sublicenciada da Copa das Confederações, seu site podia exibir os gols e lances dos jogos apenas com as imagens cedidas pela Globo por ser esta a detentora exclusiva para o Brasil na mídia Internet. O mesmo valia para as imagens da Olimpíada de Londres, da qual o site da ESPN Brasil exibia apenas as imagens cedidas pela Record por ser esta a detentora nesta mídia (ainda que a ESPN exibisse o evento na televisão) – e neste caso, o Portal Terra sublicenciou da Rede Record os direitos em Internet e transmitiu os Jogos por completo. No próprio rádio AM/FM a gente observa isso, como nos torneios da FIFA, onde as restrições contratuais da FIFA fazem com que as emissoras até possam transmitir os jogos pela Internet, mas apenas para seus próprios países. O Grupo Bandeirantes, por exemplo, teve ativo durante os jogos um player exclusivo da “Cadeia Verde e Amarela” formada por Band AM/FM, BandNews FM e Bradesco Esportes, cujos players originais ficavam desligados com uma mensagem em loop recomendando que os residentes no Brasil que quisessem acompanhar as jornadas fossem para o player próprio delas – player este válido só aqui para o Brasil. Enfim, não são assuntos tão simples de se lidar e, por precaução, vale a pena buscar o máximo de informação possível em casos assim para evitar enroscos.
5º – Como você vê o meio webrádio hoje?

Uma abertura muito importante para novos talentos surgirem. A Internet não tem restrição de espaços ou frequências como na televisão e no rádio AM/FM, então, quem tiver uma ideia na cabeça só precisa iniciá-la com os requisitos básicos para tanto, chamar gente que queira participar dela e pronto. Claro que não é a mesma coisa que o rádio profissional até porque nem tem a estrutura do mesmo (exceção a um que outro caso), mas são alternativas muito válidas que acabam funcionando como grandes testes para se observar gente que, num futuro talvez não muito distante, possa chegar a veículos maiores para fazer bonitas carreiras. Este acredito ser o grande valor do meio webrádio: o surgimento de gente nova com potencial para as futuras gerações.
6º – O que falta para o meio crescer ainda mais no país?

Não sei, sinceramente… A Internet tem crescido seu público potencial ao longo dos tempos, basta ver que as próprias emissoras AM/FM direcionam mais atenções para ela ao fazerem programas exclusivos para esta mídia ou transmitirem jogos de futebol no horário da “Voz do Brasil” através dela. Talvez falte mais gente disposta a investir no meio webrádio, investir financeiramente mesmo dentro das possibilidades e do potencial que o veículo permite. Quem sabe com o passar do tempo isso aconteça e, por consequência, esta mídia evolua mais e mais.
7º – Um recado aos leitores do Painel da Webrádio.

Continuem ligados no trabalho importante e legal do Ivan, trocando ideias e debatendo o meio webrádio para procurar evolui-lo sempre e todo mundo ganhar muito com isso, tanto quem o faz quanto quem o escuta.

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