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Programa de web rádio une jornalismo e entretenimento para atrair público LGBT


“Cultura e cidadania na real e com local”. Esse é o mote do programa Lado Bi, veiculado quinzenalmente às quintas-feiras na rádio UOL. Voltado para o público LGBT e seus simpatizantes, o programa é apresentado pelo jornalista James Cimino, repórter de entretenimento do portal, e pelo designer gráfico Marcio Caparica, editor de arte das revistas Junior e H. Os profissionais têm o desafio de trazer sempre de forma descontraída um mix de entretenimento e jornalismo para os ouvintes.

“O nome Lado Bi é ótimo porque faz uma brincadeira com “lado B”, que são sempre as músicas que ficaram de fora do disco. Isso tem a ver com o público gay. A gente está um pouco de fora da sociedade, fora do disco”, define Cimino.

O programa começou a ser desenvolvido pela dupla em outubro de 2012, e estreou em março de 2013, com duração entre 40 minutos e uma hora. Seus principais assuntos são relacionados à cidadania e cultura, como casamento, drogas, fé, entre outros temas de interesse. “O que a gente tenta passar é que existe um lado mais engajado e ao mesmo tempo mais divertido nas questões LGBT. O pessoal peca muito na militância, o que afasta as pessoas, ou então, faz uma coisa alienada que só fala de balada e sexo”, explica Caparica.

O programa surgiu por iniciativa do próprio UOL, que já mantinha o UOL Gay, página atualizada com notícias de interesse do público LGBT. Segundo Cimino, as notícias que iam para o UOL Gay passaram a ser redirecionadas para suas respectivas editorias. Se fosse uma matéria sobre casamento gay, por exemplo, ela seria publicada em “cotidiano”, não mais no UOL Gay, o que abriu uma brecha para explorar melhor o conteúdo produzido para esse público na rádio UOL. “Nossa abordagem é irreverente, mas bem calcada no jornalismo. Senão fica muita ‘cagação de regra’ e a ‘bicharada’ não gosta disso”, explica o repórter de entretenimento do portal.

Para dar mais dinamismo ao “Lado Bi” os apresentadores têm liberdade de usar a linguagem própria da comunidade LGBT, e dão suas opiniões sobre os assuntos discutidos, sem deixar de dar voz a convidados gabaritados e também explorar as reportagens temáticas. “Vamos aparando o programa conforme ele vai acontecendo, já criamos seções mais fixas, como a ‘Seção Gonzo’ e ‘Lado Bofe’ e pretendemos mantê-las, para dar uma identidade e estrutura ao programa, mas nada está fechado”, garante Caparica.

Apesar de estar apenas no terceiro programa, os apresentadores garantem que o “Lado Bi” tem agradado os ouvintes, tendo potencial, inclusive, para tornar-se semanal. “As pessoas têm comentado bastante que gostam do conteúdo, principalmente nas nossas redes sociais. Ainda existe um pouco de conservadorismo, a gente sabe que ainda o Brasil é falso liberal nesse tema LGBT, mas vejo sempre interesse dos veículos de comunicação em denunciar abusos, de fazer reportagens… É um assunto que geralmente não é tratado pela mídia de forma reacionária, reforçadora de estereótipos, exceto alguns casos raros, finaliza Cimino.

Fonte: Portal Imprensa

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